O SHOW DO NOSSO JORNALISMO
A cobertura dos escândalos
Paulo Thiago Ribeiro Santos
A cobertura que a imprensa nos tem oferecido a atual crise política brasileira, revelam claras tendências e práticas jornalísticas no mínimo condenáveis e curiosas. Submissão ao capital, reportagens tendenciosas e a falta de coragem na apuração dos fatos, são somente alguns dos péssimos exemplos que o nosso jornalismo tem apresentado na apuração do “espetáculo” da CPI dos Correios e do “escândalo” do mensalão.
Atraso na publicação? Será? Será?
Para começar, fazendo uma rápida retrospectiva dos fatos, o jornalista da revista Istoé -Dinheiro Leonardo Attuch, pois em questão a influência dos interesses de uma corporação mídiatica com seus patrocinadores (e por lógica, ao capital privado) e o grau de hierarquização de uma reportagem ou informação. Porque o que aconteceu foi que ele havia feito um a reportagem com a então secretária do empresário Marcos Valério, ganhador da licitação para agências de publicidade dos Correios, Fernanda Karina, em setembro do ano passado. Porém, somente foi publicada agora. O seu conteúdo trata justamente de informações importantes e relevantes sobre a apuração da facilidade de contratos de licitação dos Correios, e de também do uso da empresa de Valério a mando de alguns dirigentes petista, para pagamento de uma tal mesada para outros políticos. Ou seja, devido a algum motivo obscuro a revista optou pela sua publicação tardia, pelo ocultamento de uma informação que de certa forma merecia uma investigação.
Estamos tratando aqui então de um caso em que uma empresa omitiu uma informação de grande importância, sem prestar esclarecimentos ao público o motivo real da sua publicação e por conseguinte os fatores que a impediram. A falta de transparência do jornalista, e por fim de uma corporação que submete o exercício de levar a ética e a informação aos lares das pessoas, ao dinheiro de outras empresas irresponsáveis.
Arapongas
Outro exemplo de descaso jornalístico foi o da “história” do vídeo gravado pelo ex-agente da ABI, Jairo Martins de Souza, que mostra o envolvimento do ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho aparecendo recebendo propina de 3 mil reais. O mais interessante disso tudo antes de qualquer coisa, é que este araponga marketeiro de câmeras escondidas, pois não é a primeira vez que ele faz isso, se diz jornalista formado e promotor do bem social. Simplesmente atendendo ao pedido de um amigo, ele arma uma câmera para a possível filmagem do crime e posteriormente cede as imagens a um outro amigo só que desta vez da imprensa, por considerar que estará fazendo a promoção da verdade e da justiça.
O que isso nos revela? O desenvolvimento de um jornalismo que se prende a grampos telefônicos, a filmagens escondidas, em troca de vantagens políticas ou econômicas, além de uma imprensa que gabarita e promove seus profissionais na busca de noticias diárias sem que tenham fundo de reportagens (de estudos e pesquisas). Isso acontece devido à falta de incentivo das redações por exemplo no financiamento de apurações mais completas das informações. O que está ocorrendo? Está faltando dinheiro para exercer o jornalismo? Será que iremos apoiar a nossa imprensa na prática da araponga?
Outra coisa, a imprensa inunda a população segundo a sua ótica isso é lógico. Mas o que deixamos de analisar é que certas verdades (as mais sinistras) têm sido deixadas de fora. A CPI revela que não somente existe aqueles que corrompem e sim também aqueles que financiam. No caso do mensalão até o simples fato de se pagar uma mesada, vaio existir pessoas que patrocinaram tal ato ilícito. É daí que se faz necessário a apurar isso e colocar este fato em público. Ou será que todos têm rabo preso? Nós queremos saber de tudo, apesar de a mídia estar se tornando o 4 poder nunca a sociedade deixará de ser a maior força!!
Paulo Thiago Ribeiro Santos
A cobertura que a imprensa nos tem oferecido a atual crise política brasileira, revelam claras tendências e práticas jornalísticas no mínimo condenáveis e curiosas. Submissão ao capital, reportagens tendenciosas e a falta de coragem na apuração dos fatos, são somente alguns dos péssimos exemplos que o nosso jornalismo tem apresentado na apuração do “espetáculo” da CPI dos Correios e do “escândalo” do mensalão.
Atraso na publicação? Será? Será?
Para começar, fazendo uma rápida retrospectiva dos fatos, o jornalista da revista Istoé -Dinheiro Leonardo Attuch, pois em questão a influência dos interesses de uma corporação mídiatica com seus patrocinadores (e por lógica, ao capital privado) e o grau de hierarquização de uma reportagem ou informação. Porque o que aconteceu foi que ele havia feito um a reportagem com a então secretária do empresário Marcos Valério, ganhador da licitação para agências de publicidade dos Correios, Fernanda Karina, em setembro do ano passado. Porém, somente foi publicada agora. O seu conteúdo trata justamente de informações importantes e relevantes sobre a apuração da facilidade de contratos de licitação dos Correios, e de também do uso da empresa de Valério a mando de alguns dirigentes petista, para pagamento de uma tal mesada para outros políticos. Ou seja, devido a algum motivo obscuro a revista optou pela sua publicação tardia, pelo ocultamento de uma informação que de certa forma merecia uma investigação.
Estamos tratando aqui então de um caso em que uma empresa omitiu uma informação de grande importância, sem prestar esclarecimentos ao público o motivo real da sua publicação e por conseguinte os fatores que a impediram. A falta de transparência do jornalista, e por fim de uma corporação que submete o exercício de levar a ética e a informação aos lares das pessoas, ao dinheiro de outras empresas irresponsáveis.
Arapongas
Outro exemplo de descaso jornalístico foi o da “história” do vídeo gravado pelo ex-agente da ABI, Jairo Martins de Souza, que mostra o envolvimento do ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho aparecendo recebendo propina de 3 mil reais. O mais interessante disso tudo antes de qualquer coisa, é que este araponga marketeiro de câmeras escondidas, pois não é a primeira vez que ele faz isso, se diz jornalista formado e promotor do bem social. Simplesmente atendendo ao pedido de um amigo, ele arma uma câmera para a possível filmagem do crime e posteriormente cede as imagens a um outro amigo só que desta vez da imprensa, por considerar que estará fazendo a promoção da verdade e da justiça.
O que isso nos revela? O desenvolvimento de um jornalismo que se prende a grampos telefônicos, a filmagens escondidas, em troca de vantagens políticas ou econômicas, além de uma imprensa que gabarita e promove seus profissionais na busca de noticias diárias sem que tenham fundo de reportagens (de estudos e pesquisas). Isso acontece devido à falta de incentivo das redações por exemplo no financiamento de apurações mais completas das informações. O que está ocorrendo? Está faltando dinheiro para exercer o jornalismo? Será que iremos apoiar a nossa imprensa na prática da araponga?
Outra coisa, a imprensa inunda a população segundo a sua ótica isso é lógico. Mas o que deixamos de analisar é que certas verdades (as mais sinistras) têm sido deixadas de fora. A CPI revela que não somente existe aqueles que corrompem e sim também aqueles que financiam. No caso do mensalão até o simples fato de se pagar uma mesada, vaio existir pessoas que patrocinaram tal ato ilícito. É daí que se faz necessário a apurar isso e colocar este fato em público. Ou será que todos têm rabo preso? Nós queremos saber de tudo, apesar de a mídia estar se tornando o 4 poder nunca a sociedade deixará de ser a maior força!!

2 Comments:
PC, estava lendo as matérias que postou no observatório e me veio uma curiosidade que a muito gostaria de ter perguntado a um estudante de comunicação
Bom, já não é mais segredo que a imprensa televisiva é tendenciosa, omitem e mostram apenas o que é seu interesse(só para resumir a sua fala no texto "A cobertura dos escândalos"), fizeram isso em diversos e importantes momentos da história, conduziram os fatos da maneira que para eles fossem mais interessante, imagine vc que até agnósticos e ateus choraram a morte do Papa ao assistirem pela tv. Deixa eu tentar ser mais breve, sabendo de toda essa força que televisão possui e da capacidade que ela tem de manipular e tendenciar os fatos o que o estudante de comunicação pensa ou discute para tentar melhor ou mesmo acabar com essa manipulação tendenciosa desenfreada proporcionada pela imprensa televisiva?
PS.: bom, não sei se fui clara mais se consegui me entender é essa uma dúvida que tenho, uma vez que acreditamos que a academia é o lugar onde se constrói o conhecimento e se formam atores sociais para estar agindo efetivamente na tentativa de intervir na nossa realidade o q fazem os estudantes de comunicação para tentar resolver o problema citado acima. Bjos
Tô com pressa desculpa os erros e as repetições.
sexta-feira, 29 julho, 2005
e ai man blz conmtinue escrevendo!!
sexta-feira, 29 julho, 2005
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